quarta-feira, 14 de novembro de 2012

O que fica

Em um dia, você entra em minha vida
E não se intimida em fazer dela o seu lar
No outro, o que sobra é a despedida
E não faz ideia do quanto me faz sangrar

Dias se passaram, meses e até mais
E o que fica é a dor um amor perdido
É a certeza que o tempo não te traz paz
E já não cura um pobre coração desiludido

Se pudesse, já teria eu partido em poucos segundos
Para longe, para sempre, para nunca mais voltar
Mas o problema é que não há nenhum lugar no mundo
Que me faça esquecer o quanto um dia fui capaz de te amar

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Quem eu sou

Eu sou aquele que se deixa ser
O nada de um futuro incerto
Eu sou aquele tachado a fazer
O que for bom, o que for certo

Eu sou aquele que luta contra si
Que se estilhaça e se desfaz
Eu sou aquele que tenta sentir
Prazer em tudo aquilo que faz

Eu sou o homem do outro lado do espelho
Reflexo torto, reverso do que sou
Eu sou tantos que não sei ao que me assemelho
E, com isso, eu já não sei mais se sou

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Deixe-me sofrer

Façam o que fizer, digam o que quiser
Rasgarei quantos retratos que me vier
E colocarei músicas tristes o quanto quiser
Para esquecer, beberei o quanto puder

E se preciso for, farei novamente a cada amanhecer
A dor é minha, e faço dela o que bem entender

A dor da ferida só conhece quem sente
E quem fica pra ver as suas cicatrizes
O sangue não estanca de repente
E a vida não permite sermos felizes

Viver e não ter medo de sonhar
Viver e sofrer por te amar
Sofrer por ao meu lado não estar
Morrer por ver você partir para nunca mais voltar!

sexta-feira, 15 de junho de 2012

E foi assim que aconteceu

E foi assim que aconteceu
Seu olhar se perdeu do meu
E você se foi para não mais voltar
Sempre soube que não seria seu
Muito menos que seria seu Romeu
Mas, um dia, eu fui capaz de te amar

Pena que em mim você não acreditou
Saiu, bateu a porta e nunca mais voltou
Mas o que fazer quando não se nasce pro amor?
Saiba que você aos poucos me matou
Oh, Julieta, meu coração você maltratou
Mas o que fazer quando o que resta é a dor?

Vivi, amei e lutei
Perdi, sofri e chorei
Mas ao menos fui feliz:
Fui, porque eu tentei!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Aquela música

Hoje acordei, liguei o rádio e escutei aquela velha canção. Ela me fez lembrar, me querer, me fez chorar, me fez sofrer. Apesar de tudo, teimei em ouvi-la até o fim. E onde quer que eu esteja,e não importa quando ela toque, eu sempre a ouvirei e irei até o fim. 
Não sei porque ainda ouço, porque escuto. Não sei ainda porque me importo. Nem sei se deveria! Mas o que sei é que, de uma forma ou de outra, acabo sempre ouvindo a mesma canção, sobre as mesmas coisas. Os versos sei de cór, e nem se fala do refrão. 
É certo que a vida dá voltas. Já a minha teima, dia após dia, a voltar para o mesmo lugar. Muda-se apenas as personagens, mas a música... Ah, a música... Ela continua sendo a mesma!